Cada espaço tem uma pulsação. Buscar essa pulsação. Reconhecer a pulsação do próprio corpo e a pulsação do ambiente. Essa pulsação ambiente não pode ser ignorada, o corpo tem que dançar nela, se apoiar nela como numa música poderosa.
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Sentir as forças do lugar: a força do vento, a força do chão, das águas, as energias do sol e da lua, as vibrações dos seres vivos etc. A interpretação vai interagir com essas forças, com esses elementos, com essas energias. Os músculos, a voz, a sensibilidade toda têm que ser receptivos e ativos com relação a esse universo de “ações” que compõem o entorno. Nosso corpo está contracenando com “o corpo” do mundo. Isso exige concentração, receptividade e intensidade.
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Considerar o entorno como um conjunto de seres vivos, ser permeável a seus estímulos, a seus impulsos, a suas solicitações. Considerar o entorno como se recém houvesse sido criado. Tudo é novo, surpreendente, imprevisível. Aceitar que esse entorno fala numa linguagem misteriosa que se dirige a todos nossos sentidos e que não pode ser reduzida a um único significado. Estado de alerta e de encantamento.
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Encontrar o tipo de som, os timbres, os volumes, as ressonâncias que melhor se adaptam ao ambiente. Encontrar a escala de sons que melhor se adapta a esse local. O que é falar baixo nesse lugar? o que é falar alto? Como se fala com doçura, com paixão ou com calma nesse ambiente? Como aproveito as ressonâncias de meu corpo e do ambiente.
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