viernes, 31 de julio de 2015
jueves, 30 de julio de 2015
martes, 28 de julio de 2015
O que queremos, o que buscamos, os significados desse trabalho para nós...
Para mim fazer teatro ou qualquer atividade que tenha algo de artístico é uma das formas de estar no mundo, de homenagear à vida, de amadurecer meus sentimentos, de conhecer ideias próprias e alheias, descobrir percepções próprias e alheias, de comungar com outros, de me aprimorar para receber esse dom que é viver... Então, em primeiro lugar, diria que "Fases" é isso, é minha forma de compartilhar meu estar presente hoje, de compartilhar minhas perguntas, minhas dúvidas, meu sentido da beleza e da incerteza... é o livro de poemas que estou lendo, as perguntas que me faço, o cotidiano dessa busca de beleza e compreensão...
Fases é também uma história de mutações, de transformações, de quebras... é uma trilha por uma paisagem exterior e por um mundo interior...é uma forma de evocar todo o que esses poemas e essa paisagem trazem para nós...
Como estou saindo de Salvador de aqui a pouco, para mim esse trabalho tem também esse sentido de presente, de gratidão, de despedida... é como um abraço na beira da cidade...
o que mais?...
Ai ai... "Fases" é um "ai ai", um suspiro que damos por não saber, ou por saber, por cansaço e por encantamento...é o horizonte. É especialmente para mim um rito de passagem, tenho essa metáfora comigo, um rito de passagem para me tornar um mulher, mais uma vez. Rito esse perdido em nosso dia-a-dia, em que a vida segue sem que constatemos ou celebremos a sua beleza, e sem que também façamos honra às coisas mortas que nos acompanharam, para deixa-las ir, e elas a nós .
É onde tenho tentado me refazer, me expressar, me desencontrar e me encontrar, suportar a dor, transpor a dor e reencontrar um sentido para elas, reconhecer por onde nascem e por onde morrem, ter paciência. É um momento de lavar a alma e reaprender a chegar e a partir, a plantar e a colher, a doar e receber, a ter um amigo. Mover como as águas.
A arte é a única maneira que encontrei de estar viva, de ressignificar o absurdo que é estar no mundo, e as violências que sofremos nele, de acordar constantemente meus fantasmas e conversar com eles, de acordar a poesia nascida por todas as coisas que vivi, senti, sou, ainda que não saiba, ainda que não tenha percebido este vivido, este sentir e este ser. A arte expressa meus pés, meus olhos, meu corpo...a necessidade constante de querer viver. "Fases" é não querer ser apenas um depósito, um acúmulo, um poço de águas paradas, é querer acreditar, constantemente acreditar que o que sentimos tem valor, que o que criamos tem valor, que também podemos apresentar ao mundo um olhar, posto que este nasceu da dedicação intensa à vida, ao existir.
Também, é o resultado de um encontro, de um diálogo, de uma amizade. O trabalho reflete uma confiança, uma cumplicidade que foram crescendo e se fortalecendo ao longo do processo criativo.
Com relação a meu projeto de desenvolver um teatro que aconteça em cenários "naturais" (orlas marinhas, matas, desertos, vales, etc.), fases é um primeiro experimento. É muitas das questões que implica desenvolver uma poética partindo desses espaços foram visitadas em esta experiência...Nesse sentido Fases propõe também uma apertura a outros imaginários, imaginários relacionados com o feminino, com a lua, com o mar e com o sagrado...
Feminino, lua, mar, sagrado... aí me identifico e me encontro nos estudos de ritos poético-teatrais de iniciação ao feminino sagrado. Desejo que primeiro nasceu pela necessidade e por um chamado da misteriosa natureza viva, para despertar as fases e faces que habitavam latentes o meu ser, que esperavam palpitantes num lugar imenso e numinoso chamado poesia pessoal. Nele encontro força e um lugar para atuar enquanto uma mulher de teatro, de arte e feminista, investigando processos teatrais-rituais que favoreçam mulheres ao encontro, ao despertar de uma corporeidade própria, de uma ancestralidade libertadora, de um porvir no qual os desejos próprios sejam vistos, buscados e legítimos primeiro para si mesmas. Renovar ciclos, símbolos, chacoalhar o imaginário de possibilidades de ressignificação de vida e fontes de vida. Saber-se não só, mas parte de uma força poderosa, de energias que destroem e restauram: a Natureza.
Fases é o momento em que posso abranger meu vocabulário, alargar os sentidos contidos nos símbolos: corpo, palavra, memória, pertencimento, espaço, conexão... acordando isso, encontrando um caminho, nesta cumplicidade, para chegar a uma presença que comunique essas intenções.
É dança, dança, dança, dança!
domingo, 26 de julio de 2015
sábado, 25 de julio de 2015
Um texto parecido com outros
Eu não quero elocubrar demais. Nada que me afaste muito da vida me interessa. Já disse que me interessam as formigas, as minhocas e os pássaros. E o movimento do planeta e astros. A vida é sempre agora, por isso, pra que pensar demais, pra quê? Vim aqui para dizer que sinto muito, sinto muita dor, toda a dor que andei sentindo e não sabia.Vim aqui porque cansei de filosofia e apenas andarei pelo ato de respirar, como nuvem. Oxigênio em balão. Vim aqui pois sei que minha vida é mais de amor que de morte. Vim aqui pois não dormi, mas acordei com a vontade de não sofrer calada. Vim aqui pois espero respirar o ar fresco de uma tarde sob a sombra de uma árvore e porque pretendo realizar todos os sonhos que sonhei, devagar e só.
martes, 21 de julio de 2015
Buika entrevistada por Lázaro Ramos...
A entrevista tem muitos momentos lindos, Num deles, ela fala de Mariza e de sua relação com a música... elas cantam juntas "pequenas verdades"...
Bom... hoje temos que bater o martelo...
Un tango vals... Susana Rinaldi cantando Desde el alma
Desde el alma de Homero Manzi
Alma, si tanto te han herido,
¿por qué te niegas al olvido?
¿Por qué prefieres
llorar lo que has perdido,
buscar lo que has querido,
llamar lo que murió?
Vives inútilmente triste
y sé que nunca mereciste
pagar con penas
la culpa de ser buena,
tan buena como fuiste
por amor.
Fue lo que empezó una vez,
lo que después dejó de ser.
Lo que al final
por culpa de un error
fue noche amarga del corazón.
¡Deja esas cartas!
¡Vuelve a tu antigua ilusión!
Junto al dolor
que abre una herida
llega la vida
trayendo otro amor.
Alma, no entornes tu ventana
al sol feliz de la mañana.
No desesperes,
que el sueño más querido
es el que más nos hiere,
es el que duele más.
Vives inútilmente triste
y sé que nunca mereciste
pagar con penas
la culpa de ser buena,
tan buena como fuiste
por amor.
Três luas: Cesária Evora, Misia e Mariza
Lua Nha testemunha (Cesaria Evora)
Cor de lua (Misia)
Mais uma lua (Mariza)
Cor de lua (Misia)
Mais uma lua (Mariza)
viernes, 17 de julio de 2015
Letras de Lila Downs transcritas por meu sobrinho Gaston
Luna, Del ombligo enterrado, jiti koó, ja chinduji-yo ja'a yau
ía ichi ninu, ía ichi vée,
ia ichi nu kana ntikandij
ia ichi nu qué ntikandij
ni najío kava-ri
oh Dioses del mundo sus templos,
sus rumbos
al norte de la abscuridad
al sur de la muerte, al sol con el este,
y al pulque poniente de venus
luna que el barro se mese en la espuma
de todas las noches de mi soledad
sigo los pasos que tu me señalas
desde tu regreso hasta mi final
veo mi reflejo en tus charcos de sangre
y siento perpetua la tranquilidad
de tiempos pasados de hombres antiguos
oh voces, oh luces, dejando señal
maya kana xini-ri
ja najio kava-ri
kava-ri nuni kaku-ri
y creo en la boca de la tierra mía
que de la raíz a mi obligo alimenta
la boca del muerto que se halla en mi Centro
al centro de mi templo de vida
al centro de mi templo de vida
Nueve yerba lin yuku kuii
mujer de Dios
profeta de hierba
mujer de la edad del tiempo
que hace honor a los muertos santos
mujer de Dios
mujer de la obscuridad
mujer de tiempos sagrados
diosa del mundo de muertos
venas y carne, tu fruto ha crecido
la tierra tu sangre siempre beberás
ía si'i ja nakani
ini nasa kóó-yo
ña'a ni kuu taninu
capullo de algodón trae mi madre
que es la diosa de sáama
reina del sur dirección de la muerte
que bebe el agua verde
y de hongos copal y fuego
hace ofrenda a la madre muerta
que cuida este mundo mortal
nace de niebla y su monte cráneo y piedra
diosa de la tierra siempre vivirás
y de hongos copal y fuego
hace ofrenda a la madre muerta
que cuida este mundo mortal
nace de niebla y su monte cráneo y piedra
madre muerta... Jiná
diosa de la tierra siempre vivirás.
profeta de hierba
mujer de la edad del tiempo
que hace honor a los muertos santos
mujer de Dios
mujer de la obscuridad
mujer de tiempos sagrados
diosa del mundo de muertos
venas y carne, tu fruto ha crecido
la tierra tu sangre siempre beberás
ía si'i ja nakani
ini nasa kóó-yo
ña'a ni kuu taninu
capullo de algodón trae mi madre
que es la diosa de sáama
reina del sur dirección de la muerte
que bebe el agua verde
y de hongos copal y fuego
hace ofrenda a la madre muerta
que cuida este mundo mortal
nace de niebla y su monte cráneo y piedra
diosa de la tierra siempre vivirás
y de hongos copal y fuego
hace ofrenda a la madre muerta
que cuida este mundo mortal
nace de niebla y su monte cráneo y piedra
madre muerta... Jiná
diosa de la tierra siempre vivirás.
miércoles, 15 de julio de 2015
domingo, 12 de julio de 2015
Três gestos de adeus
Taupe Syuka
Gostaria de tal qual Manoel de Barros apenas me ocupar das formigas e coisas rasteiras. Gostaria de não varrer papéis picotados do chão sem saber que são presentes aos pais criados pela criança que chora a limpeza do quarto. Gostaria de não ter psicologia e ter só amor, como não ter filosofia, e apenas canto, como os pássaros. Gostaria de ser puramente banal e realmente insignificante. De ser forte por toda a fragilidade que me habita, e fingir muito pouco, e suportar bem pouco e menos ainda desvalorizações do dia-a-dia... ser imune ao trânsito, como o grilo. Passar reto, me despedir do que me cospe.
Se tivesse um poder, poder nas mãos, lançaria como purpurina, primeiro em meu coração material, depois no que me agride. Assim o olhar do rancor seria estupefado por um fuhhh soprado entre mãos, e o outro seria possuído pelo que não sou aos seus olhos, e assim seríamos. Assim também não quero me acostumar `as facilidades do dia, inclusive `a facilidade em odiar. Procuro uma linguagem minha, uma dança. Não simplesmente doce, pois não morro aí. Sou de tudo e me alimento de sonhos bem mais bem mais bem mais que suponho. Necessito muito mais de amigos que de trabalho. Amor, simples assim. Também gosto de passear por nuvens e de dizer adeus, e de orar com minhas duas mãos juntas e enlouquecer, dançando, sempre dançando, procurando por aquilo que me deixe ficar ou ir quando for a hora, em tempo, em ritmo, em pulsação invernais e também primaveris.
jueves, 9 de julio de 2015
Viola Enluarada
Para compor os corações de desconstruções construtivas. Então o tão conhecido verso de Augusto dos Anjos "A mão que afaga é a mesma que apedreja" poderia ser "a mão que apedreja é a mesma que afaga" e por aí vai...já que a questão não é "apedrejar" ou "afagar", é o direcionamento, porque tudo é ato e fato humano.
Você a deve conhecer por Mercedes Sosa.
Rebeca Lane
Me lembrei Rebeca Lane, uma cantante da Guatemala, tem essa canção que se chama Mulher lunar, podemos ver outras dela também:
Aqui tem seu site com dois discos para escutar:
(Há num deles uma canção que se chama La mer...)
https://rebecalane.bandcamp.com/album/poes-a-venenosa
miércoles, 8 de julio de 2015
Sobre minha listinha...
- Segunda canção
Talvez possamos encontrar ela hoje ou amanhã...
- Realização do figurino
Marque uma reunião com a pessoa do TCA. Um dia pela tarde...
- Gravação da canção 1
Gostaria ter uma gravação da canção com acompanhamento de percussão... para o site e para divulgação de Fases...
- Responsável da produção
Podemos aguardar um pouco mais para tomar a decisão... más não muito mais....Final da semana próxima deveria estar definido... (domingo 18... dead line)
- Assistência de direção
Posso oferecer isso a dois ex-alunos meus (Roger e Michelle), os dois queriam fazer alguma coisa comigo e se ofereceram a colaborar em algum projeto...
- Data tentativa de estreia
Poderia ser 6 de agosto. Podemos fazer uma apresentação 6 e outra 7 para começar...
- Fotografia e filmagem
Posso pedir uma vez que tenhamos o figurino a Roger e Michelle que filmem o ensaio... Podemos ver outras opções depois...
- Site de divulgação em internet
Tema chave... Eu gostaria que o site seja nossa ferramenta para receber os "pagamentos" e organizar os grupos de espectadores...
- Iluminação (?)
O que quero fazer não é complicado... Tecnicamente já pesquisei o que preciso... mas não sei se vou conseguir fazer esse investimento para essa temporada...
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