O RITMO ANTIGO que há em pés descalços,
Esse ritmo das ninfas repetido,
Quando sob o arvoredo
Batem o som da dança,
Vós, na alva praia relembrai, fazendo,
Que `scura a `spuma deixa; vós, infantes,
Que inda não tendes cura
De ter cura, responde
Ruidosa a roda, enquanto arqueia Apolo,
Como um ramo alto, a curva azul que doura,
E a perene maré
Flui, enchente ou vazante.
- Ficções de Interlúdio / Odes de Ricardo Reis
No hay comentarios:
Publicar un comentario