jueves, 28 de mayo de 2015
`A Lua
É quando durmo,
quando não posso ser simplesmente eu,
quando você não me olha de frente,
que sonho,
e tenho medo,
um medo que só te divido pela metade,
mesmo que quisera encostá-lo todo em você,
como um quebra cabeça mosaico...
É o meu coração
ensaguentado,
pulsante de esperança
e de desesperança,
é uma vontade de descobrir e chorar
o outro lado da face que não se toca,
não me toca
não te toco…
Haverá um amor profundo
aqui na beira rasa de nossa "sociologia”?
Haverá um quê de viver
que não esteja explicado por teorias?
Me leve pra fora.
Me mostre a saída.
Te levo pro mar agora,
Te levo pra onde tenha amor…
canto de vida
meu coração cheio de amor.
Quando me sentirei de toda amada?
Pra mim e pra ti, a ausência da materialidade,
a concretude de ser alma,
almas livres,
de transbordo e água.
Estou triste
vou adquirindo hábitos de te querer
Mais uma vez…
posso estar errada,
acreditar que não seja apenas
mais um sonho
e que possa me sentir completamente mulher
caminhando com você.
Me apresente o dia e a noite,
as horas,
um pouco de lógica, de poesia
mas não permita que me veja todo dia
com as mesmas formas,
a mesma luz ou sombra,
a mesma roupa nova ou gasta,
o mesmo gesto pra sofrer e não ver saída.
Pra poder pintar uma parede crua ou cheia de substratos,
imaginação…
volto ao sonho,
sinto medo
me diga uma palavra
por favor.
- Adriana Gabriela
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